|
|
Motoplanadores eléctricos fórmula 200m
Na sequência de diversas sugestões e em face dos resultados favoráveis de alguns testes práticos já realizados, foi decidido no início de 2009 substituir nas nossas provas particulares de motoplanadores eléctricos neste ano a limitação de 200W/kg na potência, por uma limitação de 200m na altitude do lançamento com motor, à semelhança do que já foi adoptado em alguns países como em Inglaterra. As dificuldades de controlo da potência, quase impraticáveis numa prova com muitos concorrentes, e muito afectadas por factores como a variação de temperatura, foram determinantes para esta decisão, que se apoiou numa significativa maioria de sócios praticantes favorável a essa alteração. O regulamento adoptado, que está disponiível na área de documentação deste site e se transcreve de seguida, segue muito de perto o inglês. Pensamos que há vantagens óbvias nesta alteração que em última análise a experiência deste ano poderá confirmar.
De resto no início do ano existiam já várias provas internacionais agendadas para 2009 nesta modalidade e está iniciada uma discussão, para que elementos da APSIA foram convidados a participar, com vista ao estabelecimento de uma proposta de regulamento unificado a nível internacional, como se pode confirmar em diferentes sites (vide por ex. http://www.rivamodels.sk/FXJthread/FXJ09.html )
Também o sucesso da 1ª prova nesta modalidade realizada pela APSIA em 2009, a 19 de Abril, veio demonstrar a viabilidade dos altímetros e as vantagens desta alteração regulamentar.
Esta alteração obriga obviamente à aquisição de altímetros para os quais por enquanto só há um fabricante na Europa http://www.rc-electronics.org/ que os fornece ao preço unitário de 75€ + 6€ de portes. A fim de facilitar essa aquisição a APSIA decidiu comprar um lote significativo de altímetros, quer para os interessados individualmente quer para a APSIA ficar com um número mínimo que possa alugar a um preço simbólico (5€) a quem queira entrar numa prova. Não queremos que seja a falta de altímetro a impedir quem quer que seja de experimentar a modalidade. Este objectivo parece conseguido pois desde o início de Março que já existem entre nós pelo menos 24 altímetros e no incio de Março já são 30.
Salienta-se que o interesse por estes altímetros ultrapassa estas provas já que podem servir para provas com rebocados ou para simples registos de voos, etc. Para mais informações sobre a utilização e configuração dos altímetros ver a extensão da notícia sobre apróxima prova a 19 de Abril e consultar o site do fabricante. A Direcção
COMPETIÇÃO DE PLANADORES ELÉCTRICOS R/C com limitação na altitude de subida. Regulamento particular. (versão revista em Novembro de 2009)
1. Objectivo Proporcionar uma prova de duração com aterragem de precisão entre planadores providos de motor eléctrico, em que a altitude inicial de lançamento seja igual para todos os modelos e em que seja usado um único tempo de motor para atingir essa altitude.Após o lançamento seguir-se-á um voo planado sem mais auxílio do motor.
2. Regras gerais a) Definição de Planador com motor eléctrico. É um modelo em que as forças de sustentação são geradas por forças aerodinâmicas que actuam nas suas superfícies, as quais estarão fixas em voo excepto nas suas superfícies de controlo, e que são manobradas pelo piloto em terra usando um rádio comando. Os modelos com geometria variável ou superfícies variáveis, deverão estar de acordo com as características dos Planadores Eléctricos RC, quer quando as suas superfícies estiverem no seu modo mais extenso quer no mais recolhido.Em voo, a bateria para o motor eléctrico não poderá ter qualquer conexão fixa com o solo ou com qualquer outro modelo no ar. É permitido o carregamento da bateria em voo através de células solares. b) Características dos Planadores Eléctricos RC (Classe F5 FAI) Área máxima alar total – 150 dm2 Peso máximo em ordem de voo – 5 kg Carga alar máxima – 75 g/dm2 Carga alar mínima – 12 g/dm2 c) Fonte de energia – Será qualquer tipo de bateria recarregável. A modificação mecânica ou química das células individuais da bateria, para reduzir o seu peso não é permitida, excepto se for necessário trocar as mangas de isolamento de algum elemento. d) A bateria poderá ser carregada ou trocada em qualquer ocasião durante a prova. e) É proibida qualquer transmissão de informações entre o modelo e o piloto. Está incluída informação visual, electrónica ou qualquer outro tipo de sinal enviado pelo modelo. Quando em prova, é proibido qualquer tipo de telecomunicações no campo entre os concorrentes, os seus ajudantes e chefes de equipa. f) Se for usado qualquer lastro, o mesmo deverá estar no interior do modelo e devidamente seguro ao mesmo. g) Pode ser usado qualquer tipo de motor eléctrico. h) Cada piloto poderá usar dois modelos durante a prova. Durante a prova podem ser combinadas partes de cada um dos modelos, desde que o modelo resultante esteja de acordo com as Regras Gerais e desde que todas as partes tenham sido verificadas se estão em conformidade antes do começo do voo.
3. Local de voo a) A prova deverá desenrolar-se num local com o terreno tão nivelado quanto possível, e em que não exista a possibilidade de voo orográfico. b) O local de voo deverá incluir alvos para a aterragem de cada piloto do grupo. As marcas de lançamento serão também as marcas do centro do círculo de aterragem e deverão estar espaçadas de 15 metros entre si. c) As marcas no centro do círculo de aterragem deverão incluir no seu centro uma fita métrica com 15 metros de comprimento. As mesmas não poderão ser movidas ou alteradas durante o tempo de trabalho de um grupo de voo.
4. Concorrente e ajudantea) Cada concorrente controlará pessoalmente o seu equipamento de rádio controlo e será definido como o piloto. b) A cada piloto é permitido o máximo de 1 ajudante e 1 cronometrista. Quando permitido, o ajudante poderá também actuar como cronometrista e lançar o modelo do piloto. c) Enquanto durar a competição do seu grupo, os pilotos, os ajudantes e os cronometristas, deverão após o lançamento dos modelos, deslocar-se contra o vento no mínimo dois metros, e manter-se sempre numa posição para a frente da sua marca de lançamento.
5. Características específicas dos modelos Antes do início da prova a Organização fará a verificação dos modelos que devem obedecer às seguintes características: a) Cada modelo não poderá exceder 4,00 metros de envergadura. b) Não poderão ser usados nos modelos quaisquer apêndices fixos ou retrácteis (ex: parafusos, protuberâncias tipo dente de serra, etc.) para ajudar a reduzir a velocidade na aterragem ao contacto com o solo. Os lemes de direcção verticais estão excluídos desta regra, desde que não tenham sido desenhados especificamente para abrandarem a velocidade do modelo no contacto com o solo. c) Cada modelo deverá estar equipado com um interruptor limitador de altitude aprovado pela organização da prova. O interruptor limitador de altitude deverá ficar localizado no interior do modelo, numa posição em que não sejam gerados fluxos de ar forçado, tal como junto a uma entrada de ar de ventilação do motor.Ver Apêndice 1 para a definição de interruptores limitadores de altitude aprovados. d) O interruptor limitador de altitude não pode estar encerrado em nenhum invólucro, ou colocado dentro do modelo numa posição que possa resultar numa distorção da variação da pressão do ar exterior. e) Os modelos deverão possuir uma tomada de ar suficiente para que quando em voo, a pressão do ar exterior seja replicada na zona onde o interruptor limitador de altitude estiver localizado.
6. Processamento dos modelos antes da prova a) Antes do início da prova, o Director da Prova ou os seus representantes, deverão assegurar-se que todos os modelos dos concorrentes estão apetrechados com o interruptor limitador de altitude aprovado, e que o mesmo está calibrado para cortar a potência da bateria ao motor de maneira que o modelo complete a sua fase de lançamento a uma altitude de 200 metros acima do solo. b) Para facilitar o acima exposto, todos os interruptores limitadores de altitude deverão estar instalados num lugar acessível do modelo, de modo a permitir a sua verificação ou a recolha electrónica de dados. c) O Director da Prova ou os seus representantes, poderão marcar cada um dos interruptores limitadores de altitude para futura referência durante a prova. d) O Director da Prova poderá, após a verificação de todas as alíneas anteriores decidir que um modelo ou vários modelos não necessitam de futuras verificações durante o resto da prova.
7. Processamento dos modelos na prova O Director da Prova pode em qualquer altura da prova ou após o final da mesma, solicitar a qualquer concorrente que os dados registados no interruptor limitador de altitude sejam descarregados e analisados para verificação de alguma anomalia ou de um protesto. O Director da Prova poderá também analisar qualquer interruptor limitador de altitude para verificar a sua precisão, quer através de comparação com outro interruptor, quer através de um altímetro de referência.
8. Inscrições e organização dos voos por mangas. a) É aconselhável para o desenrolar da prova, que tenha havido uma inscrição atempada dos participantes, de modo a permitir à Organização a formação de grupos de concorrentes para voarem em simultâneo, através das duas frequências disponíveis por concorrente. Deverão ser organizados grupos de voo com um mínimo de cinco, mas de preferências de oito a dez concorrentes. b) A Organização procurará fazer o maior número de voos que o tempo e as condições meteorológicas permitam. c) A composição dos grupos nos vários voos será elaborada através de uma matriz, e de modo a possibilitar que cada concorrente tenha a oportunidade de voar em simultâneo com cada um dos outros concorrentes em prova. d) Cada piloto terá cinco minutos de tempo de preparação, desde que o seu grupo é chamado para a zona de lançamento. e) O tempo de trabalho para cada grupo de voo é de 10 minutos. Todos os modelos deverão ser lançados e aterrar dentro deste tempo de trabalho. f) A Organização indicará, o início do tempo de trabalho através de um sinal sonoro, e se necessário também através de sinais visuais. g) Pelo menos aos oito minutos de tempo de trabalho deverão ser dados sinais sonoros ou visuais. h) O fim do tempo de trabalho de um grupo, deverá ser notoriamente indicado por sinais sonoros ou se necessário também por sinais visuais, tal como no início do tempo de trabalho.
9. Lançamento a) O Director de Prova designará o local para o lançamento dos modelos. Todos os pilotos, cronometristas e ajudantes permanecerão na zona de lançamento enquanto durar o voo de todos os concorrentes de um grupo. b) Se algum piloto lançar o seu modelo antes do sinal do tempo de trabalho do seu grupo, deverá aterrar de imediato e relançar o modelo dentro do seu tempo de trabalho. Se não cumprir com esta regra a sua pontuação nesse voo será zero (0) pontos. c) Antes do lançamento, o piloto indicará ao cronometrista qual o comando ou interruptor que controla o comando de arranque e paragem do motor. d) O tempo único de funcionamento do motor autorizado para o voo de cada concorrente é no máximo de 30 segundos, seguindo-se o voo de planeio. O tempo máximo de motor, de 30 segundos, será controlado pelo cronometrista de cada piloto e faz parte do tempo de voo do concorrente. e) Cada concorrente poderá repetir o seu voo dentro do tempo de trabalho do seu grupo. Cada novo voo anulará o tempo do voo anterior. O concorrente ou o seu ajudante deverão indicar de viva voz ao seu cronometrista, que irá repetir o seu voo. f) Cada novo voo do concorrente será precedido de um novo tempo de motor de 30 segundos no máximo. g) O tempo de voo é cronometrado desde que o modelo deixa a mão do piloto ou do seu ajudante, puxado pelo motor numa potência constante. h) O tempo de funcionamento do motor deverá ser contínuo (sem interrupções) e com o comando do emissor numa posição fixa, devendo a subida de lançamento ter um grau de inclinação o mais constante possível até à altitude de 200 metros ou até o piloto ter desligado o motor. Qualquer manobra que evidencie ganho adicional de energia ou zoom, tal como nivelar ou descer para acelerar seguido de subida brusca, levará á desclassificação desse voo. i) O tempo de funcionamento do motor até à altitude de 200 metros deve ser no mínimo de 15 segundos. Caso este seja inferior a 15 segundos o voo é considerado nulo.
10. Aterragem a) Antes de cada voo a Organização deverá indicar o ponto de lançamento e de aterragem de cada piloto em cada grupo. b) Os cronometristas deverão antes de cada aterragem, manter-se afastados da zona de aterragem do piloto que estão a cronometrar. c) Considera-se que o modelo aterra quando pára depois de tocar no solo ou em algum objecto em contacto com o solo. d) Após a aterragem, o piloto e o seu ajudante podem permanecer junto da zona de aterragem, mas só poderão retirar o modelo depois de ser medida a distância entre o nariz do modelo e a marca de aterragem.
11. Repetição de voos A Organização poderá conceder a possibilidade de repetição do voo a um concorrente caso se verifique alguma das seguintes circunstâncias: a) Erro evidente de cronometragem. b) Colisão com outro piloto em voo. c) Impossibilidade, por motivos alheios à sua vontade, de voar num grupo em que estava designado. Não se incluem nesta alínea avarias de equipamento. d) A organização deverá reorganizar os grupos de voo para incluir este piloto ou pilotos num grupo de voo, se possível imediatamente a seguir, ou se existente, no grupo de voo que tiver menos participantes.
12. Pontuação a) Todos os tempos de voo cronometrados serão arredondados ao segundo mais próximo. b) Será atribuído um ponto a cada segundo de voo, até um máximo possível de 600 pontos para 10 minutos de voo. c) Não será considerado o tempo de voo para lá dos 600 segundos de tempo de trabalho. d) Os modelos que aterrarem entre os 600 e os 630 segundos de voo, não recebem bónus de aterragem. e) Todos os voos com mais de 630 segundos serão pontuados com zero (0) pontos. f) Todos os pilotos que usarem mais de 30 segundos de tempo de motor pontuarão zero (0) nesse voo. g) Todos os pilotos que durante o seu voo reutilizarem o motor, serão pontuados com zero (0) pontos nesse voo. h) Todos os pilotos que aterrarem a mais de 75 metros da marca de aterragem serão pontuados com zero (0) pontos. i) Se o modelo nas manobras de aterragem ou ao aterrar, tocar no piloto ou no seu ajudante, o concorrente não receberá pontos de bonificação pela aterragem. j) Se um modelo perder alguma parte ou peça durante o lançamento ou durante o voo, será penalizado com 100 pontos a descontar nesse voo, excepto ao tocar no solo na aterragem, ou se colidir com outro modelo em voo. k) Será atribuído um bónus de aterragem a cada concorrente, em função da distância em metros entre a ponta do nariz do modelo e a alvo de aterragem, de acordo com a seguinte tabela: 0-1m =100 pontos 5-6m = 75 pontos 10-11m = 50 pontos 1-2m = 95 pontos 6-7m = 70 pontos 11-12m = 45 pontos 2-3m = 90 pontos 7-8m = 65 pontos 12-13m = 40 pontos 3-4m = 85 pontos 8-9m = 60 pontos 13-14m = 35 pontos 4-5m = 80 pontos 9-10m= 55 pontos 14-15m = 30 pontos 15-75m = 0 pontos l) O concorrente que somar o maior número de pontos agregando a pontuação do voo, mais a pontuação de bonificação de aterragem, subtraindo alguma penalidade, e corrigida a uma casa decimal, será o vencedor do grupo de voo, recebendo a pontuação final corrigida de 1000 pontos. m) Os concorrentes com pontuações mais baixas serão pontuados em relação ao vencedor do voo, recebendo uma pontuação proporcional à do vencedor e usando a seguinte fórmula: Pontuação do concorrente x 1000 ---------------------------------------------------- = Pontuação corrigida do concorrente. Total de pontos máximos do vencedor
13. Classificação Final a) A Classificação Final de um concorrente é obtida através do somatório das classificações corrigidas obtidas. b) Quando estiverem completados mais de 3 voos, o pior resultado de um concorrente será descartado da sua classificação final. c) No caso de empate entre um ou vários concorrentes, será tomado em conta o resultado descartado para o desempate na classificação final.
14. Apêndice 1 Os modelos de interruptores limitadores de altitude aprovados são: Marca: RC Electronics (www.rc-electronics.org ). Modelos: - RC Altimeter #2 BASIC com software da versão 2.02 ou seguintes. - RC Altimeter #2 PRO com software da versão 2.02 ou seguintes.
|
|